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Em 1971, cientistas russos partiram em expedição ao Turcomenistão para investigar a suspeita de que haveria petróleo em uma região do país conhecida como Aldeia de Darvaz. Com esse objetivo, eles montaram um acampamento em local próximo e iniciaram os trabalhos com uma plataforma de perfuração para avaliar a quantidade de gás e petróleo disponíveis no local.

Foi encontrada uma quantidade de gás bastante satisfatória. Porém, durante as escavações foi descoberta uma caverna subterrânea de grande profundidade, repleta de gás tóxico. Num certo momento dos trabalhos, o chão sob a plataforma de perfuração cedeu abrindo uma grande cratera que engoliu os equipamentos. Nenhuma vida foi perdida no incidente, mas grandes quantidades de gás metano foram lançadas na atmosfera criando enormes problemas ambientais e imenso dano ao povo das aldeias, resultando em algumas mortes.

Temendo a liberação de mais gases venenosos da cratera, os cientistas decidiram queimá-los. Eles consideraram que seria mais seguro queimá-lo do que extraí-lo do subsolo, pois isso significaria um custo muito elevado. Em termos ambientais, a queima do gás é a solução mais coerente quando as circunstâncias são tais que ele não pode ser extraído para uso. O gás metano lançado na atmosfera também é um perigoso gás de efeito estufa.

Na época, as expectativas eram de que o gás iria queimar por alguns dias, mas continua queimando sem parar por décadas após ter sido incendiado. Não há nenhuma previsão contundente de quando as labaredas vão finalmente cessar, já que ninguém tem noção da quantidade de gás que ainda existe nas profundezas da cratera. O lugar passou a ser conhecido então como Porta para o Inferno (Fonte: Wikipédia).

Assista a um vídeo e veja fotos da Cratera de Darvaz:

porta para o inferno

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